28 de fev de 2010

Campo Maior - Piauí

A Cidade

O início do povoamento do Estado do Piauí se deu pela antiga capela fundada pelo Padre Miguel de Carvalho, em 1697 sob jurisdição da freguesia de Cabrobó, de Pernambuco, que seria erguida em vila vinte anos mais tarde, com a denominação de Mocha, depois passando a se chamar Oeiras. É notório que, primitivamente, o território que se constituiria na Capitania de São José do Piauí, correspondia à própria antiga Capital de Oeiras e era por ela representado, a partir de 1694 até 1762, data esta de sua elevação à cidade com aquele nome, em homenagem ao Conde de Oeiras de Portugal.
Forma instaladas em 1762, as vilas de Campo maior, Jerumenha, Marvão, Parnaguá, Parnaíbae Valença do Piauí. A região do Longá, onde se localizaria a progressista povoação do de Santo Antônio do Surubim, fora conquistada depois da do Canindé. Sua origem era pouco conhecida no século XVII. Contudo, consta que sua criação remonta às fazendas do português D. Francisco da Cunha Castelo Branco, a partir de 1693.

A primitiva povoação do Longá foi crescendo, espiritual e materialmente, sendo sucessivamente elevada à dignidade de freguesia, com a invocação de Santo Antônio do Surubim, antes mesmo de 1713 e cumulativamente instalada como Vila e Cidade no dia 08.08.1762, pelo primeiro Governador da Capitania do Piauí, João Pereira Caldas, aí presentes o Conselheiro Ultramarino, Francisco Marcelino de Oliveira e o Ouvidor Geral do Piauí, Luís José Duarte Freire e várias outras pessoas graduadas do lugar.
A partir de sua instalação, passou a denominar-se Campo Maior, nome este sugerido pelo próprio governador, em homenagens às pastagens de mimoso e aos campos verdejantes e floridos que ali presenciou e admirou. Em seguida foi levantado o pelourinho do município no pátio da igreja matriz, o qual constava de um quadro onde foi erguida uma coluna de pedra. Conservou-se no local até 1844, quando foi retirado em virtude de desmoronamento parcial do mesmo.

A progressista vila conquistou território delimitado e os moradores residentes em seu extenso domínio rural. Por ocasião de sua instalação, Campo Maior era a quarta vila mais extensa da Capitania de São José do Piauí, com a área de 28.022 km², somente ultrapassada por Jerumenha (76.455 km²), Oeiras (53.513 km²) e Parnaguá (49.526 km²).
Era a segunda em população com 1867 habitantes, entre cidadãos livres e escravos, espalhados na zona urbana e no interior, superada somente por Oeiras com 3615 habitantes. Abrangendo sede e interior, o primitivo município de Campo Maior tinha como limites: ao norte, com a Vila do Parnaíba; ao sul, com Valença do Piauí e Oeiras; a leste com a Serra do Ibiapaba (Ceará) e a Vila do Marvão e pelo oeste com o Maranhão (Rio Parnaíba).

Em 1852, todo o território da Vila do Poti, também chamada de Vila Velha do Poti, que pertencia a Campo Maior, fora instalada Teresina, Capital do Estado do Piauí, criada pelo Decreto de 06.07.1832, foi instalada em 21.11.1833 e elevada à categoria de cidade pela Resolução nº 315, de 01.07.1852 da Assembléia Provincial com o nome de Teresina.
Assim, os municípios de Beneditinos, Barras, Batalha, Esperantina, José de Freitas, Miguel Alves, Porto e Teresina, que se constituíram, posteriormente, à custa de territórios retirados dos primeiros municípios, originariamente, emancipados de Campo Maior, até 1955, faziam parte também deste primitivo e extenso município. Acrescente-se que, com os constantes desmembramentos ulteriores à criação daqueles primeiros municípios, nasceram os de Boqueirão do Piauí, Capitão de Campos, Cocal de Telha, Jatobá do Piauí, Nossa Senhora de Nazaré e Sigefredo Pacheco.
Hoje, Campo Maior pertence à Mesorregião do Centro-Norte Piauiense e integra a Microrregião do mesmo nome. Em face dos sucessivos desmembramentos havidos entre os séculos XVII e fins do século XX, o antigo território de Campo Maior reduziu-se para uma área de 1699,466 km² de acordo com o último censo do IBGE.
Sendo um dos maiores produtores de gado de corte, são abatidos, diariamente, mais de 200 animais para o abastecimento de mercados como Teresina e cidades vizinhas. Por toda cidade encontra-se mantos de carnes secando ao sol, estendidas nas calçadas. O Museu do Couro, inaugurado em 13 de março de 1984 e instalado em um dos mais antigos prédios da cidade, guarda grande parte dos armamentos usados na Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, além de roupas e artefatos de couro, usados pelos vaqueiros da região.
Campo Maior é um município que oferece o turismo rural, religioso, cultural, eco-turismo e de lazer. Isso ocorre porque a natureza, bondosa, deu todas as condições a essa terra e aos seus filhos.

Fonte: site da Prefeitura Municipal de Campo Maior
Igrejas de Campo Maior
Catedral de Santo Antônio e seus ângulos
































Monsenhor Mateus: ao fundo a igreja de Santo Antônio

















Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Igreja de São Pedro Nolato
Igreja Nossa Senhora de Fátima
Igreja Abandonada na estrada para Castelo
Campo Maior faz de sua culinária uma forma de atração turística e comercial. Famosa por sua "carne de sol" que é vendida para que está de passagem (foto) ou apreciadas nos restaurantes como este do lago.
Restaurante do Lago
Hotel do Lago, uma boa opção de hospedagem em Campo Maior

















A Batalha do Jenipapo ocorreu às margens do riacho de mesmo nome no dia 13 de março de 1823, a qual foi decisiva para a Independência do Brasil e consolidação do território nacional. Consistiu na luta de piauienses, maranhenses e cearenses contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, que era o comandante das tropas portuguesas, encarregadas de manter o norte da ex-colônia fiel à Coroa Portuguesa. Ressalta-se que os brasileiros lutaram com instrumentos simples, não com armas de guerra, não tinham experiência; ou seja, mesmo sabendo da condição de luta, eles partiram para o combate. Perderam a batalha, mas fizeram com que a tropa desviasse seu destino. Caso o Major continuasse a marchar para Oeiras, então capital, talvez não encontrasse resistência e cumpriria com seu objetivo. Foi uma das mais marcantes e sangrentas Batalhas travadas na guerra da independência do Brasil.
Infelizmente a data é esquecida, não consta nos livros de História e poucos sabem do ocorrido, mesmo no Piauí, onde ocorreu a batalha. Mas, após alguns movimentos por parte de políticos, historiadores e da população, a data foi acrescida à bandeira do Piauí e está em curso a implantação do estudo da Batalha do Jenipapo na disciplina de História.

Fonte: Wikipédia

Monumento aos Heróis da Batalha do Jenipapo
Paisagens; Fauna e Flora de Campo Maior
















Fotos: Stanley Moore

5 comentários:

  1. Além de me deliciar com as imagens ainda me inteiro da história do Piauí. Seu blog devia ser considerado de utilidade pública!!!!!

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  2. Stânley,
    Vc é demais, por mais que tento fugir da idéia em fazer trilhas com moto..., com tantas imagens legais, se Sílvia deixar, já começo a pensar em acompanhá-los nessas aventuras. Acho que só assim poderei desfrutar de tanta coisa bonita desse nosso Piauí.
    Assim, faço minhas as palavras do nosso amigo Ricardo, considerando que seu blog já é utilidade pública.
    Belíssimas trilhas!!!

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  3. adorei seu blogge é dimais parabens! beijossss

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  4. adorei seu blogge é dimais parabens! beijossss

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  5. Sempre que passamos por Campo Maior paramos para nos banquetear, pois a carne de sol é realmente uma referência. Sempre achamos a cidade uma graça, e sempre prometemos voltar para conhecê-la melhor. Depois de ver suas fotos, Campo Maior está em nossa agenda. Aliás, julho é o mês do Piauí - voltaremos em Parnaíba, vamos conhecer a ilha Canárias e Barra Grande, matar saudade de Teresina (linda!) e Pedro II, e ainda esticar até Castelo. E acabamos de incluir Campo Maior nesse tour.
    Adoramos seu blog. Parabéns.

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